Sábado, Junho 10, 2006

A COMISSÃO apresenta...

DIÁRIO DE UMA ESTRÉIA
Dia 7, quarta-feira. Escrevo e reescrevo uma crítica do filme “Cachê”, um maravilhoso petardo que está em cartaz no Belas Artes para ser a minha primeira crítica gravada na Rádio UFMG Educativa. Burilo daqui, burilo dali, leio em voz alta várias vezes para ver se tá tudo ok, e lanço mão do meu GRANNNNNNNNNDE amigo Lucas Ávila para me dar uma mãozinha. Envio o texto para ele no final do dia e fico esperando sua resposta no dia seguinte.
Dia 8 – quinta-feira. Gentil como ele só, o Lucas faz algumas correções e me dá umas dicas preciosas – caso alguém não saiba, o Lucas trabalhou na Rádio UFMG e entende do riscado. Tudo fica ok, o texto redondinho. Daí a produção da Rádio me liga dizendo que “Cachê” já tinha sido analisado na Rádio e que os planos tinham mudado. Eles agora me queriam não mais comentando estréias ou filmes em cartaz, mas filmes que chegaram ao formato DVD.
De novo, só que agora em ritmo acelerado, escrevo novo texto. Escolho o DVD do filme “Vinicius” para a minha estréia. Mais uma vez leio e releio, burilo, e envio, novamente, para o Lucas, que comenta o novo texto.
Mais uma vez tudo pronto, só que a produção avisa que minha estréia será ao vivo no Programa do Elias Santos, coordenador da Rádio. Não tinha explicado, mas fui convidado pela Rádio UFMG Educativa para participar com uma crítica gravada e uma participação ao vivo, essa última no programa do Elias. O Pacífico, produtor da Rádio, me avisa que essa minha participação será no formato diálogo, que o Elias vai conversar comigo ao vivo sobre o filme. Tremo um pouco, pois achei que minha estréia seria primeiro no formato gravado.
Dia 9 – sexta-feira. Durante a aula de Teatro, o próprio Elias me liga no celular para dar boas-vindas e falar como seria a minha participação. Eu entraria por volta de 11h45 e que seria um tempo de aproximadamente 3 a 4 minutos.
A adrenalina sobe, peço carona para o Lucas, que junto à querida Tati, me deixa à porta do escritório. Pouco antes da minha entrada, o Elias liga para ver se ta tudo ok, digo que pode ser no telefone fixo, ele gosta, e fico esperando a ligação.
Na hora de entrar no ar, dá um probleminha de conexão, mas logo depois estou ao vivo com ele. Acho que me saio razoavelmente bem, mas quando desligo fico feito menino para saber se realmente foi bom. Ligo para a rádio para saber, mas não consigo encontrar nem o Elias, nem o Pacífico. Ligo para o Lucas, que tinha prometido ouvir e me retornar, e ele diz que fui bem. Um pouco depois liga o próprio Elias, e mais tarde o Pacífico. Todos dizem que gostaram.
Fico aliviado e muito feliz. Afinal, todos sabem que minha grande meta e sonho é trabalhar no rádio.
Fico feliz o dia todo, como estou agora. E quero dedicar essa minha estréia ao Lucas, meu grande amigo do UNI-BH e da vida toda.
Valeu amigo!
Adilson Marcelino
obs: A Rádio UFMG Educativa pode ser ouvida na freqüência 104.5 FM ou através do site www.ufmg.br/online/radio.

Sexta-feira, Junho 09, 2006

A COMISSÃO afirma...Belo Horizonte não vive só de bares, há muita cultura na capital mineira

OS MOVIMENTOS CULTURAIS DE BELO HORIZONTE

Nem só de pão-de-queijo vive Belo Horizonte. A capital mineira tem se firmado cada vez mais na cena cultural brasileira. Os que aqui vivem e por aqui passam, ora têm dificuldade em identificar os movimentos culturais da cidade e se perguntam: “o quê que Belo Horizonte produz culturalmente?”. Belo Horizonte é palco de uma diversidade cultural extensa. As opções passam por exibições de curtas-metragens, bate papo com escritores, teatro, dança e música, muita música.

O ano é 2006. Ano de FIT – Festival Internacional de Teatro “Palco e Rua”. Belo Horizonte se prepara para receber artistas nacionais e internacionais que se espalham pela cidade durante uma semana. O público também espera ansioso pelo festival, já que ele movimenta a cidade de tal forma, que quando menos se espera, você é surpreendido por um grupo de teatro numa praça ou rua qualquer da cidade. E o FIT deste ano vem com uma nova proposta: a Mostra Movimentos Urbanos, que conta com artistas e grupos que trabalham com culturas tradicionais como o Boi da Manta, o Congado, o Maracatu, as Cirandas e o Moçambique, além de expressões contemporâneas, como as ligadas ao universo da cultura hip hop, da música eletrônica, das instalações multimídia, das artes plásticas e da poesia entre outras. Outro projeto realizado pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte é o Festival de Arte Negra – FAN - que acontece bienalmente. Na sua 3ª edição, que começou no final do ano passado e chegou em 2006 com oficinas, apresentações de dança, música e seminários, o FAN mostrou, mais uma vez, uma BH que reconhece e valoriza a cultura africana e afro-brasileira.

Procure se informar das coisas que estão acontecendo na nossa cidade, e "vamô" colocar o bloco na rua, afinal a gente também é a cara da cidade.

OS MOVIMENTOS CULTURAIS DE BELO HORIZONTE – PARTE II

Alguém um dia falou: “Já que não tem mar, a gente vai pro bar!”. E o que não falta na capital mineira é bar. Há quem diga também que, para ouvir um bom samba, um samba de raiz, tem que se ir até o Rio de Janeiro. Belo Horizonte também não aceita essa afirmação. Cresce na cidade as opções para quem gosta do estilo, é um movimento crescente, são diversos bares e programas culturais que tocam o estilo. O Brasil 41 é uma ótima opção, pra encontrar e ser encontrado. “Pedi uma cachaça e um bolinho de mandioca que ta tude resolvido”.

OS MOVIMENTOS CULTURAIS DE BELO HORIZONTE – PARTE III

Dois projetos incitam o público a conhecer o que está fora da grande mídia. Primeiro, o projeto Pixinguinha, que teve seu marco na década de 70 com o seguinte objetivo: promover o intercâmbio de manifestações musicais entre as diversas regiões do país. Projeto este, do governo federal, que excursiona pelas capitais brasileiras. O segundo é o Projeto Música Independente, que busca difundir os trabalhos inéditos de intérpretes, compositores e instrumentistas mineiros para divulgar a boa música mineira. O projeto já deu a largada agora no mês de junho. Segue a programação para você não ficar de fora e conhecer bons músicos daqui da terrinha.


VÁ, PARTICIPE E SE DEIXE LEVAR PELA ARTE


Belo Horizonte tem tudo isso e muito mais. Basta o público se manter informado sobre o que está rolando no cenário cultural da capital mineira, já que tem arte para todos os gostos (e bolsos), e quem não achar o que lhe agrada, então é só começar a se movimentar inspirado nos movimentos culturais.

Maria Elisa Macedo

Segunda-feira, Junho 05, 2006

A COMISSÃO indica...ouvir Clara Nunes é tudo de bom

Foto: Mário Luiz Thompson

A MINEIRIDADE PEDE LICENÇA
Em 12 de agosto de 1943, na cidade mineira de Cedro (hoje Caetanópolis), distrito de Paraopeba, nascía Clara Francisca, filha de violeiro e cantador de folia-de-reis e Nunes por parte de mãe. Aos 16 anos, ficou órfã e veio trabalhar em Belo Horizonter. Empregou-se como operária em uma fábrica de tecidos.
Começou a cantar no coral de uma igreja, ao mesmo tempo em que, ajudada pelos irmãos, concluía o curso normal. Em 1960, venceu a final da etapa mineira do concurso A Voz de Ouro ABC, com "Serenata do Adeus" (Vinícius de Moraes), e ficou em terceiro lugar na finalíssima, realizada em São Paulo, com "Só Adeus" (Jair Amorim e Evaldo Gouveia).
Foi contratada pela Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte, e se apresentava em boates, tendo como baixista ninguém menos que Milton Nascimento (que era conhecido como Bituca). Em 1963, o "Clara Nunes apresenta" foi ao ar na extinta TV Itacolomi. "Este trabalho me deu muita base para enfrentar o Rio de Janeiro. Não vim no desespero", disse Clara Nunes, em uma de suas muitas entrevistas.

Assim, em 1965, nossa mineirinha foi para o Rio de Janeiro apresentar-se na TV Continental, no programa de José Messias. Já contratada pela Odeon, lançou, em 1966, seu primeiro LP, "A voz adorável de Clara Nunes", em que interpreta boleros e sambas-canções. Em 1968, gravou "Você passa e eu acho graça" (Ataulfo Alves e Carlos Imperial), que foi seu primeiro sucesso e marcou sua predileção pelo samba.
Daí em diante foram 16 álbuns, praticamente um por ano...
Clara Nunes morreu em 02 de Abril 1983, um sábado de Aleluia, depois de 28 dias de agonia, hospitalizada devido a um choque anafilático ocorrido durante uma cirurgia de varizes. Contudo, sua voz se imortaliza em gravações e homenagens.
No último sábado (03), quem foi à Pça. Duque de Caxias, Santa Tereza, pôde reviver Clara Nunes a quatro vozes. O projeto "Contos de Areia - Um canto a Clara Nunes", idealizado pela cantora e atriz Rose Brant (que interpretou Dalva de Oliveira, no espetáculo "Estrela Dalva", de Pedro Paulo Cava), que se sentiu inspirada após conhecer o acervo deixado por Clara Nunes ém Caetanópolis.
Com objetivo de resgatar a cultura de Clara Nunes, Brant se juntou a mais três mineiras: Raquel Coutinho, Elisa Paraíso e Mila Conde. As quatro escolheram um repertório dando mais ênfase aos ritmos afro-brasileiros, que Clara Nunes tanto valorizava. Os acompanhamentos ficaram a cargo dos músicos Bill Lucas e Guda Coelho nas percussões, Warley Henrique no cavaquinho e Adir Reis no violão de sete cordas. Tudo isso sob a direção artística de Ivan Corrêa.
Agora ficamos nós com a esperança de poder ouvir Clara Nunes, muito bem representada nas vozes dessas quatro, para podermos pedir bis novamente e conhecer um pouco do que essa "mineira, guerreira, brasileira", como afirmou Rose Brant, nos deixou.
...até a próxima praça!
Tatiana Bastiani

Terça-feira, Maio 09, 2006

A COMISSÃO oferece a cerveja mais gelada da praça


O 1º FESTIVAL DE TORTAS FOI SUCESSO TOTAL


Realizado no último sábado (06), em um salão de festas (gentilmente cedido pelo Morgan), o Festival contou com a presença de 105 pessoas, sendo 21 formandos.

Havia pessoas de todas as idades, desde a sobrinha do Alberto, de apenas 2 meses, até nossos pais, que nos apoiaram bastante. Sem esquecer de mencionar a deliciosa presença da Gisa, professora de rádiojornalismo.

A galera soltou a voz no videokê. Cantaram de "vai descendo na boquinha da garrafa..." até Titãs. Foram revelados vários talentos musicais desperdiçados (não é Eduana?!). Olha o Grammy, hein galera?!

Há quem preferiu assistir o jogo do Galo, que deixou o Paulista empatar no fim do jogo (para o desespero da Mi). O jogo terminou 1 a 1.

O Lucas e o Higo tentaram fazer uma matéria sobre o evento, mas a Lu Frota, a "repórter por um dia", insistia que aquilo ali era um churrasco...hehehe. A editoria de moda ficou por conta da Bruna, que estava "chiquérrima" (como ela diz).

Mas...foi só a lua (que estava linda) apontar no céu que todos os gatos se tornaram pardos e foi aquela algazarra. A música no talo e todo mundo dançando ("ritmo, é ritmo de festa..." Silvio Santos). Todos se soltaram ao ritmo de Bob Sinclair, Vanessa da Mata, anos 80...era proibido ficar parado!

"Viva a felicidade. Abolindo quase toda a maldade. Como se o amor trouxesse o gozo da infância. Bem que volta a inocência. Bem de ter carinho e delicadeza. Viva o que nos torna o bem maior da natureza!..." (Bem da vida. Vanessa da Mata)

Até agora foram só elogios à organização e à união da turma. As tortas estavam deliciosas e a cerveja...ah! essa estava estupidamente gelada...vamos falar sério, não é?!

Estamos TODOS de parabéns!

Este evento, com certeza, nos proporcionou muitos momentos bacanas. Nos permitiu romper certas fronteiras. Será um marco na história da turma...e, para que este clima se perpetue só depende de nós mesmos...ainda nos restam 2 anos (pensem nisso). E lembrem-se que, se não fosse por TODOS vocês, a realização deste evento seria impossível.

obs.: agradecimentos especiais...Morgan, pelo salão. Jorge, pelo super help. Gustavo, namorado da Pati Zanotti, pelo empréstimo das mesas e cadeiras. Valeu d+!!!

Valeu demais galera!!!

Até o próximo...

Tatiana Bastiani

Segunda-feira, Maio 08, 2006

A COMISSÃO informa...

SOBRE O ALUCINADO OFÍCIO DO JORNALISMO
"Pois o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e torná-lo humano por sua confrontação descarnada com a realidade. Ninguém que não a tenha sofrido pode imaginar essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida. Ninguém que não a tenha vivido pode conceber, sequer, o que é essa palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo das primícias, a demolição moral do fracasso. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderá persistir num ofício tão incompreensível e voraz, cuja obra se acaba depois de cada notícia como se fora para sempre, mas que não permite um instante de paz enquanto não se recomeça com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."
Gabriel García Márquez (escritor e jornalista colombiano)
Galera!!!
Está aberta a caça aos talentos da sala!!! Brincadeira...
Criamos este blog com o objetivo de oferecer mais uma ferramenta de comunicação aos futuros jornalistas que integram A COMISSÃO.
Um pouco de história...
Estamos há 2 anos juntos (alguns com menor tempo de convivência) nesta estrada...chegamos à metade do caminho. Ultrapassamos muitas barreiras e estamos nos preparando para romper tantas outras que, provavelmente, virão.
Neste semestre nos reunimos (com mais determinação) em um só objetivo: nossa tão esperada formatura!!! Para isto foi formada A COMISSÃO, que não são só as cinco pessoas que estão à frente, mas todos nós!
Seguiremos juntos até setembro de 2008...e quem sabe até mais adiante?!
Este blog funcionará como um meio de noticiar os principais acontecimentos de A COMISSÃO e também será um espaço disponível para que vocês postem seus textos, músicas, matérias...Enfim, um espaço democrático, no qual nós, alunos de Jornalismo, teremos vez!
Só não se esqueçam de SEMPRE citar a fonte...plágio é crime.
Então...até o próximo post.
Enjoy it!
Tatiana Bastiani